quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amor e outras drogas



Assisti ontem o filme ‘Amor e outras drogas’. Um amigo ex quase namorado, me indicou e disse que eu precisava assistir – fiquei curiosa, confesso – e fiquei eu, sentada no sofá concentrada num filme cujo final eu imaginei que a mocinha doente viria a morrer (o que me lembrou muito um dos meus filmes preferidos ‘Um amor para recordar’).
Mas para minha surpresa, o final teve o efeito de um soco no meu estomago e uma bofetada na minha cara. Ele termina com a seguinte frase:
‘Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam, e então encontra uma pessoa, e sua vida muda. Pra sempre.’
Até este momento, o filme parecia estar contando minha vida, exceto pelo fato de eu não ter Parkinson e nenhuma outra doença, e por ainda não ter chegado a este final. Não feliz pelo menos.

Tantas pessoas que passam, que te fazem rir, que são incríveis, mas que porém não te roubam o ar.
Confesso sempre encontrar pessoas assim pelo caminho que estou sempre perdida. E me apaixono.
Aí vocês devem estar imaginando o quão bom deve ser viver apaixonada. Eu também acho que seria ótimo, caso minhas paixões não tivessem prazo de validade. Uma semana com uma pessoa materializada a minha frente, e eu logo já tenho imensa vontade de mandar para o outro lado do mundo.
E quando eu começo a sentir essa merda toda, faço o pior: não me afasto. Sim, por que se eu já sei o final disso tudo e ciente que posso ter o coração de alguém na mão e causar dor, deveria no mínimo me afastar.
Mas não, lá estou eu no meu ‘romance semanal’ esperando que me venha a inquietação. Sou egoísta será?
E fico assim, vendo as pessoas irem e virem.

E é justamente como diz a frase, eu já encontrei e ainda posso encontrar milhares de pessoas, mas ainda não encontrei aquela que vai mudar minha vida para sempre. E se já encontrei, ela ainda não se manifestou.
Alguém que sua companhia seja melhor que a minha a mim mesma.
Que não venha depressa, mas que venha louco e descomplicado, roubando todo meu ar e desaparecendo com o mundo inteiro ao nosso redor.
Que venha com suas qualidades, mas acompanhado também de defeitos – homem certinho demais é um saco – que me faça suar frio e os meus olhos brilharem.
Que me faça apaixonar cada dia mais e mais, simplesmente por existir.
Que segure minha mão para nunca mais soltar.

Amor, ao meu ver é como uma droga.  Te vicia, te deixa dependente.
Pretendo não ser uma ‘viciada’ tão cedo e menos ainda depois precisar de internação para largar o vício. 

- Larissa Rosolen

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