segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Alguém anotou o manual da vida adulta?


Alguém escreve um manual de como sobreviver ao inferno astral em pleno final de ano?
Final de ano já tem todo o encerramento de ciclo, a pressão psicológica de pensar nos planos para o novo ano que se aproxima, tem o Natal que chega para causar no emocional de cada um e se não bastasse, ainda tem o inferno astral para os sagitarianos.
Você acorda, abre a janela, tá sol lá fora. Parece que com a super lua vem o super sol no dia seguinte, suando até o seu couro cabeludo.

Você olha para o lado, tem café na cama. Você sorri de volta. Deseja uma piscina de café com direito a um trampolim para cair de cabeça em pura cafeína. Segundas tendem a ser difíceis.
Dizem que a super lua traz grande mudança de energia. Unindo isso à mudança de ciclo de se fazer aniversário e unindo ao encerramento do ano, como a gente sobrevive?

A gente se arrasta para o chuveiro, escova os dentes observando as olheiras que você vê no espelho. Os dias não têm sido em modo Easy, é verdade. A panela de pressão que há dias você estava com preguiça de lavar, foi lavada. Você sorri de novo e agradece. Panela de pressão é a vilã da pia da cozinha.
É segunda. Você sai com seu carro, liga o ar condicionado e a reserva grita. Você passa pelo posto e a fila tá maior que a da lotérica em dia de pagar contas e vê que se tem uma coisa que sobe mais do que o padre do balão, é o valor do combustível. Queria uma bicicleta!
Você compra almoço, sente preguiça e se joga no sofá. Mais tarde tem bar com a galera. Ufa! Nada como uma dose de amigos e cerveja gelada para encerrar mais um dia. Mais uma segunda. Um dia a menos de inferno astral.
Logo tem férias. Tem aniversário. E natal, e família, viagem e ano novo.
E aí vamos começar mais um ano outra vez. Mais um para passar tão rápido quanto todos os outros.

Tô dormindo com 26 e logo acordo com 27. Os 30 anos estão chegando. Mas seguimos comemorando.
E nós vamos, entre uma cerveja e outra, esperando pela ceia do natal, pela comida que vai sobrar no dia seguinte e que vamos comer por mais alguns dias e pela queima de fogos do dia primeiro que se aproxima, para renovar nossa esperança e nossos planos.

Enquanto isso, alguém viu por aí o manual da vida adulta?

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Quase um casal


Era quase um casal, como sempre canta por aí a tal Maiara e Maraísa. Mas naquele dia, ele não quase me ligou, ele me ligou. E depois de novo, todos os dias. E de novo. E de novo. Não era até que a gente mais ou menos se gostava, a gente de fato gostava. Sem ver, gostava. Nenhum dos dois se esquivava e sim sempre se entregava.
Quase rolou um sentimento não. Rolou! Bateu e a gente apanhou. O cupido que estava de férias voltou mostrando para que veio. Ficamos sim perdidos no tempo e sem ver, já é quase 5!
Quase nós dois não, já somos dois. Quando me dei conta, somos um casal. Não parece bobo? Normal. Duas pessoas juntas formam um casal.
Sim, um casal! Quando entrar em um restaurante é uma mesa para um casal, é sentar lado a lado, é erguer o braço da poltrona do cinema só para poder ficar grudado enquanto roda o filme. É tentar dividir o cobertor no frio, mesmo sabendo que um vai roubar do outro e virar um casulo individual durante a noite. É dividir a caipirinha e a camiseta dele que você adora. É usar a roupa dele e gostar de ficar com o cheiro em você e passar o dia querendo se pegar porque o cheiro dele ficou na sua pele. É ir pro bar junto no final de semana e falar sobre vários nadas. É chegar a sexta e o sábado e querer ficar junto. É ser de segunda a segunda, sem pular o final de semana. É saudade quando o outro vai embora e sorriso a toa quando chega. É acordar sorrindo e se divertir até com o mau humor matinal, que você adora.
É comer besteira até passar mal mas também comer cenoura e fingir felicidade em plena tpm, mesmo desejando que fosse uma lasanha, só para acompanhar o outro. É ele aprender a fazer café só porque você adora. É poder ir mas escolher ficar.
É agradecer todos os dias pelos bons encontros que a vida separa para a gente. É se jogar sabendo que você não está pulando sozinho.

É ser um casal. É como diz Hugo Rodrigues 'É todas as outras pessoas ficarem em preto-e-branco e sem sal. Como se daltonismo não fosse um problema da vista, mas, sim, uma mensagem que o coração manda quando já está ocupado pelas cores de alguém.'

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sol em Sagitário


Sol entrou em Sagitário. 

Dia de contar piada ruim, de virar melhor amigo de infância de alguém na balada, de falar a verdade na cara das pessoas e jogar a culpa no sol, de falar para aquela sua amiga que você não aguenta mais ela, dia de ser estabanado, de sair tropeçando em tudo, de fazer piada com assunto sério, dia de ser exagerado, dia de fazer esquenta e after, de ser otimista, de procrastinar, de ser teimoso, inquieto, sarcástico, dia de contrariar as pessoas, dia de quando mandarem você tomar um rumo na vida, tomar o rumo para o bar mais próximo. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

A liberdade assistida de se morar sozinho


A liberdade assistida de se morar sozinho inclui poder comprar Nescau ao invés de Toddy. Inclui poder transferir toda sua louça que havia dentro do armário para dentro da pia e lavar quando não encontrar mais um copo para poder beber água e inclui também não precisar arrumar sua cama, já que será você mesma que irá deitar nela nas próximas horas.

Você aprende os dias de feira, os dias que tem promoção de hortifrúti no supermercado e passa a valorizar qualquer tipo de oferta, promoção, pague 2 e leve 3 ou qualquer coisa do gênero. Você mantém aquele amigo de anos sempre por perto com apelos de amizade, pois chuveiros queimam e você passa bem longe da caixa de força da sua casa.

Você descobre que um puff pode mudar uma vida, que um bom produto de limpeza faz toda a diferença e que limpar a casa é uma missão bem cruel, porém necessária. Você passa a criar admiração por formas que saem o fundo, produtos que limpam os cantinhos do banheiro, comidas congeladas, tapioca e omelete. Acreditem! Pessoas sobrevivem com café, omelete e tapioca. E é incrível.

Você passa a reparar nas luzes que ficam acesas e apaga todas elas, o quinto dia útil do mês é considerado o Dia do Pesadelo oficial, em que sua caixa do correio fica transbordando contas e boletos para pagar. Você aprende que papel higiênico é um item de extrema importância assim como também acaba em um piscar de olhos e é uma das coisas mais caras que a gente nunca havia reparado e que seu fogão às vezes parece mais um campo de batalha e você não se vê com coragem nenhuma de encarar a guerra.

Você não entende como o lixo enche tão rápido e fica se preguntando porque é que ele não se esvazia sozinho assim como gostaria que as fronhas dos seus travesseiros fossem trocadas com mágica. Sou a única que tem uma preguiça existencial em trocar fronha de travesseiro? Que morte lenta.

E a peruca que você encontra diariamente no chão da sua casa? Manter a casa limpa sem cabelo por toda parte parece ser uma missão tão impossível quanto fazer amizade com os vizinhos que parecem ser todos casados e com crianças que gritam diariamente e correm por toda parte como se morassem no Central Park e te olham estranhamente como a solteira-porra-louca do condomínio.

Você descobre que, apesar dos apesares, morar sozinho (se você não for de Touro e Peixes que transbordam carência) faz você se (re) encontrar e trocar momentos de solidão pelos de solitude.  Você passa a se ver mais exigente, pois não aceita mais qualquer coisa. Você priva seu espaço e sua bagunça e não permite mais que qualquer um invada sua bolha e com isso passa a se cercar de pessoas que somam e deixa com que sumam as que em nada acrescentam. 


Não é fácil é verdade. É cruel ter de encarar uma tarde de limpeza quando seu desejo é se jogar na cama e transbordar nos seus travesseiros. Mas acredite, no final você ri sozinho da sua bagunça e se surpreende com sua coragem. Você faz da sua experiência de morar sozinho a sua melhor arte.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Não seja você todo dia



Chega um dia que a nossa autoestima transborda. E transborda tanto que ela nos permite errar por amor, e assim, saber que era o que deveria ser feito sem pestanejar entre dúvidas e julgamentos. Chega um dia que a gente coleciona erros, às vezes por fazer demais, às vezes por de menos, e simplesmente ri… 
Ri por entender o quão normal é tudo isso em uma vida totalmente finita.

Seja você, mas se dê ao luxo de não ser também, perca um amor, mas ganhe outro… 
Viva e se arrependa de ter feito, ou simplesmente, de não ter feito. Experimente os sentimentos e dramas da vida. Ecoe em si que você sabe viver, não somente existir. E se você já fez uma cagada, assuma, sorria, pois eu também já fiz e vou continuar fazendo enquanto souber me deparar com a felicidade nas emoções e lembranças da vida.

Normal é passar uma impressão diferente, é ser confundido, é ser bobo, é ser afobado… 
É amar e se perder no amor, é fazer coisas que você nunca imaginaria durante o sexo, é ficar sem saber o que fazer e assim transpassar um “eu” diferente. Agradar o mundo é missão dos que não compreendem a vida. Dos que não sabem a importância de ser singular.

Ser a mesma pessoa sempre não é acepção de ser verdadeiro. Ser a mesma pessoa sempre é ser imutável, é viver uma segurança de território, é não ser adaptável a outros conteúdos e vivências. Arrisque que os outros te vejam de outra forma, arrisque surpreender e ser julgado, arrisque a não ser você, sendo você.

Momentos não definem uma essência. Ninguém é sem caráter porque bebeu demais em uma festa. Ninguém é bobo ou vulnerável pois hasteou sentimentos em bandeira branca. Ninguém deixa de ser a mesma pessoa por mudar de opinião. Ninguém é qualquer estereotipo que qualquer idiota define momentaneamente. Se apaixone por pessoas e momentos, calce o bom senso, vista a sua consciência e viva.


A consciência é isso. Um equilibro entre você e o mundo. Entre o sentimento verdadeiro e o desnível. Entre o você e o novo você. Não tenha receio de ser essa miscigenação de erros e acertos sem fórmulas. Então se eu pudesse lhe dizer uma coisa, seria: sacie a sua consciência, não as expectativas alheias.

- Texto de Frederico Elboni

terça-feira, 27 de junho de 2017

Lutemos pelo atestado


Todo mundo já teve ter tido na vida ao menos uma única vez que seja, aquele dia em que quando o despertador grita, você sente vontade de gritar com ele de volta dizendo que você se recusa a sair da cama pelo menos nas próximas semanas. E quer ficar ali afundada com o travesseiro na cabeça para ninguém te ver e você não lidar com nada. E pelo amor de Deus, com ninguém!

Crise existencial deveria render atestado.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Continuamos a dar certo

Algumas coisas quando começam a desmoronar, tentamos nos agarrar aos pedaços e tentar segurar para que aquilo se mantenha de pé. Apegamo-nos em lembranças, momentos, pessoas e circunstâncias. Apegamo-nos ao sentimento. Apegamo-nos no amor que por tantas vezes nos fez sentir felizes, completos e fazendo planos e buscando sonhos. O mesmo que quando quebrado, faz tudo desmoronar e o chão ceder. E você cai! Junto com os pedaços. 
E você se permite cair. 
Quem nunca precisou chegar ao fundo do poço para recomeçar? 
E você pede respostas do mundo. 
Você chora, você sente, você chora de novo e tenta se recompor. Você sabe que não acabou o mundo. Mas é um sentimento de derrota. Derrota de quem lutou, acreditou, construiu junto e que de repente, acabou. 
Acabou. Não o amor. 
Não deu certo? Claro que deu certo.

Mas acabou. 
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