segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mau humor matinal



Meu café da manhã foi uma dor de cabeça e um mau humor ingerido e que entalou na garganta que suco de soja nenhum deu jeito.

 Penso que acordei cagando pra sociedade e suas imposições ridículas de como tem que ser ou não as coisas e pessoas.
Penso que tenho acordado mais cansada que quando vou dormir e meus sonhos já são têm sido tão sonhos assim.
O que me faz lembrar que já faz tempo que não sou realmente inteira e feliz por onde tenho andado, tirando minha casa, claro, meu santuário sagrado, onde eu relaxo e esqueço cada gentinha feia que existe do lado de fora da minha janela.
Existe algo bem no fundo. Um estranho dentro do seu próprio corpo grita porque quando ainda não se está fazendo o que se gosta, toda festa é pela metade.

 Porque minha mente, corpo e alma ainda procuram por algo que talvez não exista. Uma grande surpresa, descoberta, uma novidade.
Porque ter que aturar gente que você não gosta e que destoa completamente de tudo o que te rodeia na vida é um saco. Por que nem sempre a gente faz o que quer por ter que fazer o que é preciso. Por que a gente tem que preencher todos os protocolos de pessoa mais pontual, inteligente, organizada, eficiente, limpinha, bem vestida, cheirosa, boa esposa e legal do mundo. Mas tem dias que a gente manda todas as bostas de protocolos à merda.

Por que a minha mão hoje está mais rápida do que o meu cérebro. E a mala da operadora Claro que fica me enviando de dez em dez minutos uma mensagem chata dizendo que eu estou a um passo de ganhar R$ 1000,00 e eu não sei por que já que não me inscrevi pra porcaria de promoção e sorteio nenhum. São eles querendo encher o meu nariz para pagar alguma bosta de tarifa desnecessária. Ou talvez, por ter que aturar tudo isso eles deviam mesmo me dar um prêmio. Pelo amor de Deus alguém me salva dessa vida em Americana!

Por que a minha vida acontece lá fora, na fila do cinema pra assistir a algum filme novo, na fila do supermercado. Na loja de roupas e tintas e colchas de cama, esmaltes e revistas e roupas que me fazem sempre torrar todo o dinheiro que eu não tenho. Embaixo do meu edredom e um filho canino que faz alegria das minhas horas.

O que incomoda vai estar sempre ali no mesmo lugar. Mas você não precisa estar. Mude de lugar. Mude de casa. Mude de emprego. Mude de amigo. De ficante. De namorado. De marido. Mude de atitude. Só não fique parada reclamando. Faça aulas de boxe. Aprenda a dar bicudos, a fazer gestos obscenos, a falar palavrão, a xingar as pessoas, a largar tudo pra trás. Aprenda a não levar a vida tão a sério. Aprendi que o stress só vai destruir seu estômago e torrar seu dinheiro. Aprenda que as pessoas não são do jeito que você gostaria que elas fossem. Eu aprendi. Aprendi a hora de me retirar: vou embora antes do final da festa.

E esse texto termina assim mesmo, por que eu sou bem humorada mas eu só falei tudo isso por causa dessa puta dor de cabeça que me deixou louca logo de manhã e essa vida pacata que anda me fazendo subir pelas paredes do tédio!

- Um pouquinho de Dri Andrade aqui e um pouco de Brena Braz ali e muito da vida chata aqui e ali.

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