quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Durante um ano todo, uma vida inteira.

Vou terminar meu ano de 2011 e vou dar boas vindas a 2012 do mesmo jeito que comecei: solteira e com os melhores amigos do mundo. O que já me parece uma boa maneira de começar o ano (E não é novidade. Nenhuma!). 

Mais um ano indo embora e nenhum arrependimento a ser declarado.
Faço sem pensar metade da minha vida e ainda assim consigo não me arrepender de absolutamente nada. E penso que a vida é assim mesmo, acontece como tem que acontecer e não podemos parar para olhar o que já foi feito e/ou dito. Podemos olhar para frente e tentar fazer algo diferente, mas ficar remoendo arrependimentos não é saudável.

Passei o ano contruindo e demolindo amores. Me apaixonando e logo desapegando. Tentando namoros completamente fracassados - tenho o dom para destruir namoro mal começado -, beijando inúmeras vezes na boca... Alguns ardentes, outros de saudade, alguns sem sal e açucar, outros por amor, alguns entre lágrimas e outros entre gargalhadas. Beijei por beijar, beijei por me apaixonar, beijei querendo nunca mais largar. 
Me apaixonei no trabalho, na rua, no bar. Até mesmo por quem era proibido me apegar.
Tive amizade colorida que acabou por me machucar.

Dei gargalhadas com os amigos até chorar e a barriga doer. E junto com eles também chorei. E junto comigo também choraram. 
Conheci pessoas que eu nem imaginava conhecer, me afastei de outras que pensava ser para sempre. Tirei amigos do mundo virtual e trouxe à minha realidade.
Larguei um vício - o destruidor cigarro - e troquei por outro vício - aquele cabelo bagunçado, aquele sorriso e aquele abraço que me faz esquecer o resto do mundo -, e ambos fazem mal a minha saúde. O segundo vício, atinge direto no coração. Um mal danado. 

Neste ano ainda, veio ao mundo o anjo mais lindo para trazer alegria a mim a minha familia: Enzinho. Meu priminho gordo e delicioso. A única criança da família neste momento. Aprendi que o sorriso de uma criança transmite inocência, uma paz que atinge nosso coração em cheio. 

Eu declarei amores, se declararam para mim. Tive paixão não correspondida e fiz sexo casual.
Destrui corações sem fazer por mal, arrancaram meu coração e jogaram fora. 
Endureci um pouco e aprendi que amor unilateral é uma vez só na vida da gente. 
Pedi por milagres e fiz promessas.
Conheci gente que me acrescentou um mundo todo, e gente de coração podre e mente vazia. 

Sorri por acordar mais um dia e sentir o sol no rosto, chinguei por passar calor e estar trabalhando.
Dormi na areia em companhia ao mar. Fiz loucuras, contei mentiras e abusei de sinceridade.
Fui a festas inesquecíveis e lugares que senti vontade de ir embora. Viajei e conheci lugares. Viajei sem ao menos sair do lugar. 
Desfiz inimizades. Ignorei falsas amizades.
Ouvi verdades necessárias, me contaram mentiras desnecessárias. Enrolei muito e fui enrolada. 

Fiz as coisas mais erradas que no final foram as mais certas.
Vivi durante um ano todo, uma vida inteira. 
Se me perguntarem o que eu quero para 2012, vou responder que não tenho lista de afazeres. Todos os anos fazemos promessas para o ano seguinte e não cumprimos nem a metade. Não cumprimos porque vamos vivendo a vida e nos adequando da melhor forma. Ajustamos nossos horários do jeito que podemos.
 
Eu quero apenas sorriso no rosto e paz no coração. 
Eu não espero nada de 2012, eu só espero que ele me surpreenda. O que vai acontecer? Pouco importa. Eu tenho um ano inteiro para descobrir! 

Que 2012 seja tão intenso e cheio de histórias quanto 2011.
Que seja doce, para mim, para vocês.

- Larissa Rosolen

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