quinta-feira, 18 de agosto de 2011

De bem com a vida

Estou com problemas. Problemas pessoais comigo mesma.
Estou bem demais (não é ironia, ou loucura. O assunto é sério, amigos).
Já imaginaram a vida de vocês com tudo muito bem, muito certo?!
Claro que gostaria de mais dinheiro, dívidas pagas, um bom carro e um outro desejo pessoal que não me convém publicar aqui (desculpem). Mas isso tudo é só material. Coisas do tipo que corremos atrás.
Mas estou me referindo ao coração, a meu espírito.
E hoje estou num dia impossível. E preciso conversar. Na verdade, falar. Por que aqui vocês leem . Ok!
Estou com um termogênico no sangue, que já me causa uma aceleração sobrenatural. A TPM está presente na minha vida neste exato momento. Estou ansiosa (ficaram curiosos para saber o por que? Eu também estou. Por que também não sei).
Quero conversar, mas não quero. Na verdade quero só falar, descarregar um pouco dessa adrenalina – um salto de paraquedas me cairia muito bem agora -, preciso comer um doce para atender as necessidades da minha TPM, mas não providenciei nenhum. Estou sem dormir e não sinto sono.


Estou cercada de melhores amigos, pessoas de confiança, pessoas queridas, de conhecidos amáveis e desconhecidos magníficos.
Todos, independente de quem seja, estão sempre me fazendo rir e dividindo histórias.
Obviamente existe também aqueles que enferrujam o sorriso alheio, e estou aprendendo a lidar com estes:
Os chuto para fora da minha vida. Afinal, os que não me querem bem, não me fazem falta.

Só trazem energia negativa, e isso não me serve.
Sinto prazer em fazer as pessoas rirem, sorrirem. Me realiza saber que alguém sai da minha presença se sentindo bem. Por isso, não me sinto obrigada a aguentar o oposto a minha pessoa.
Hipócritas, caluniadores e oportunistas devem ficar num mundo onde paguem por seus atos de má fé.


Sempre prezo muito pelos meus amigos, pois são eles que me ajudam pelo caminho e a segurar este fardo que chama-se VIDA!
Dizem que ninguém é feliz sozinho, e eu concordo. Mas não no sentido de um ‘amor’, um ‘companheiro’.
Eu não tenho um amor, e sou a pessoa mais feliz do mundo. Por que não estou sozinha. Estou em companhia de grandes pessoas, grandes amigos, e da melhor família do mundo.
Família desajeitada, distante, mas com corações e sintonias ligadas a cada instante, intensamente.
E eu sou assim mesmo, intensidade. Muito para mim é pouco!
Estou bem comigo, com minha vida, com quem me quer bem. Faço coisas erradas e idiotas, e pago por elas.
A vida me derruba, questiono mas também sou ciente das minhas burrices que merecem por reações. Só colho aquilo que plantei. Sejam elas coisas boas ou ruins.

Não sou nada santa, nada fácil, e com gênio do cão. Tenho infinitos defeitos. Mas convivo muito bem com isso tudo. E como aquela frase que diz: ‘Quem não sabe lidar com meu pior, com certeza não merece o meu melhor.’ E é bem por aí. É assim com todo mundo.
Estou com a paz de espírito intacta, o coração tranquilo, a mente inquieta (o que me faz muito bem. Minha mente quando quieta, me incomoda. E muito), aprendi a não ter raiva e não guardar rancor.
Acordo sorrindo, saio cantando e se o espaço permitir, até danço.
E isso para mim é um problema. Tudo bem demais.
Sei que amanhã ou depois, esses sorrisos todos podem se transformar em choro, e noites em claro. Mas a única coisa que posso ganhar me preocupando com isso, são rugas!
Portanto, um dia de cada vez. Cabeça nas nuvens, sonhando alto, porém manter um pezinho sempre intacto no chão.

E Fernanda Mello me descreve muito bem com uma de suas frases hoje:
‘Hoje, um dia incrivelmente comum onde nada lá fora acontece e TUDO dentro de mim FERVE.'

Não preciso de grandes motivos para sair sorrindo e ser feliz.
Eu estou aqui e agora. E este é o meu espetáculo da vida!

- Larissa Rosolen

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